Professor Haroldo Abrantes recebe Prêmio Pierre Verger

Docente foi o primeiro colocado na categoria Ensaio Fotográfico com o ensaio “Elogiemos esses pescadores ilustres”. [...]

Fotos: Ensaio Elogiemos esses pescadores ilustres e arquivo pessoal

O antropólogo e professor da Faculdade 2 de Julho (F2J), Haroldo Abrantes, foi premiado em primeiro lugar no IX Prêmio Pierre Verger, na categoria Ensaio Fotográfico, com o ensaio Elogiemos esses pescadores ilustres. A premiação aconteceu no último domingo (09) como parte da 31ª Reunião Brasileira de Antropologia (31º RBA), que vai até o dia 12 de dezembro. Este foi o primeiro prêmio do professor como antropólogo visual.

O Prêmio Pierre Verger da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) é realizado a cada dois anos, recebendo inscrições de filmes etnográficos e ensaios fotográficos recentes realizados por antropólogos. Foi criado em 1996 e hoje é um dos grandes concursos da área, reconhecendo a qualidade técnica e conceitual das obras que veiculam o conhecimento antropológico dentro da comunidade científica, e fora dela, atingindo o grande público.

Imagens da exibição do ensaio “Elogiemos esses pescadores ilustres”

“Penso que qualquer bom fotógrafo precisar aprender a ver o mundo com um tipo de olhar específico. Para ser um bom fotógrafo precisa basicamente de duas coisas: arte e técnica. Na arte da inclui, pensamento e sentimentos. Na técnica, domínio de equipamento e habilidade com estes equipamentos fotográficos. Em minhas aulas dou muita ênfase a leitura das imagens e, em seguida, aprender a ler o mundo como uma fotografia”, conta o professor.

As fotos do ensaio premiado foram extraídas do acervo fotográfico da pesquisa de doutorado do professor Haroldo, cujo tema é o modo de vida urbana dos pescadores artesanais. “São fotos do cotidiano dos pescadores da praia de Piatã, em Salvador. Eu levei mais ou menos 18 meses acompanhando e convivendo com estes pescadores, nesse tempo construí eu mesmo um barco para poder acompanhar mais de perto suas atividades laborais”, conta o antropólogo.

Sobre a fotografia na vida e no trabalho do professor que também é fotógrafo, ele comenta: “Digo que a fotografia é a minha linguagem e a antropologia meu fundamento. Quero dizer que atualmente, em minhas pesquisas antropológicas uso a fotografia, a significação fotográfica para dizer, expressar o resultado das pesquisas. Sou jornalista de formação e mestre e doutorando em antropologia. Para mim esse prêmio é muito importante porque é o primeiro em antropologia”.

Além do prêmio Pierre Verger, Haroldo já recebeu diversos outros prêmios como o Prêmio Baía de proteção ambiental, o troféu Coelba de Jornalismo, por duas vezes, o prêmio Banco do Brasil de Jornalismo, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), além de receber por 11 vezes o Prêmio ABI, de melhor fotografia do mês. O professor também participou da equipe vencedora do prêmio do Banco do Nordeste, ao lado de outra professora da casa, Cleidiana Ramos, que estava como editora.

“No fotojornalismo ganhei alguns prêmios, mas agora abandonei totalmente esta profissão e venho me dedicando e me aperfeiçoando no ensino de fotografia, jornalismo e ciências humanas”, explica Abrantes.

O ensaio “Elogiemos esses pescadores ilustres” fica exposto até o dia 12 no foyer do auditório do Espaço Le Corbusier – Embaixada da França no Brasil, S.E.S, Av. das Nações, Quadra 801 – Lote 04 – Brasília, e depois segue para exposições em universidades e programas de pós-graduação.

Exposição do Ensaio no foyer do auditório do Espaço Le Corbusier – Embaixada da França no Brasil, em Brasília.

Confira algumas fotos do ensaio abaixo:

 

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