Primeiro time brasileiro de narradoras da Copa do Mundo tem pós-graduada pela F2J

Especialista em gestão esportiva pelo curso de Pós-Graduação na área mantido pela Faculdade 2 de Julho, a publicitária e técnica em rádio e TV, Manuela Avena, 29 anos, está colocando a Bahia no mapa da história da transmissão de futebol no Brasil [...]

Especialista em gestão esportiva pelo curso de Pós-Graduação na área mantido pela Faculdade 2 de Julho, a publicitária e técnica em rádio e TV, Manuela Avena, 29 anos, está colocando a Bahia no mapa da história da transmissão de futebol no Brasil: ela vai integrar o primeiro time de narradoras de jogos televisivos da Copa do Mundo no país, via o canal Fox Sports.

Manuela Avena participou de uma seleção longa e difícil. Idealizado e com curadoria da narradora Vanessa Riche, o projeto denominado “Narra quem sabe” recebeu 300 inscrições de várias partes do Brasil. A partir daí, Manuela Avena e mais cinco candidatas chegaram à reta final. O resultado foi anunciado na noite do último domingo e a forma em que ela soube que estava no time foi bem inusitada.

“Eu estava em Petrolina no casamento da minha irmã. A Fox enviou uma equipe para lá.  Foi uma loucura. Todo mundo me dando os parabéns e até o juiz de paz fez um comentário”, relata Manuela Avena, que já tem uma larga experiência como repórter de campo a serviço de rádios baianas.

“Quando eu tinha cinco anos fui morar em Petrolina e na escola que estudei havia muito incentivo para a prática de esportes. Eu passei a jogar futebol e aí quando voltei para Salvador já com 15 anos fui estudar. Escolhi publicidade, trabalhei em agência, mas ainda achava que faltava alguma coisa”, diz.

No curso de Pós-Graduação em Gestão Esportiva, realizado na Faculdade 2 de Julho, com a ajuda do professor Wilson Manoel, coordenador do curso, Manuela Avena teve o primeiro contato com comunicação vinculada ao futebol a partir de um programa em rádio web. Daí em diante não parou mais: veio a CBN e a oportunidade de uma substituição na rádio Sociedade.

(Crédito: Divulgação) Manuela Avena ao lado do técnico Tite.

Representatividade

A ação em que Manuela Avena vai estrear chega no momento em que coletivos de mulheres, nas mais diversas áreas, estão combatendo o assédio. Desde março deste ano, profissionais de comunicação vêm divulgando o manifesto, que depois virou campanha, com o slogan “Deixa ela trabalhar”.

“Eu nunca sofri nada diretamente, mas tenho consciência dos casos que acontecem e o desafio que temos é o de não nos deixar abater com situação nenhuma. Não fecho os olhos. Inclusive aprendi a lidar com críticas mas aquelas que realmente são construtivas. Quem fala só por falar ou para ofender não merece importância. Mas aquela que serve como crescimento tem minha atenção”.

Sobre os bordões, uma marca de quem narra futebol, Manuela Avena conta que ainda não tem a seleção dos que vai usar. Sua decisão é de deixar que eles apareçam naturalmente como aconteceu com uma expressão que soltou durante a fase de treinamento em um jogo do Palmeiras pela Libertadores da América contra o peruano Alianza Lima.

Diante de um lance envolvendo Dudu, jogador palmeirense, ela deixou toda a naturalidade falar mais alto e soltou: “Oxente, Dudu, errou”. Pronto. Todo mundo agora já a cumprimenta dessa forma. Está, portanto, dada a pista de que Manuela Avena tem tudo para deixar este seu feito ainda mais marcante.

Curso

O curso em Gestão Esportiva oferecido pela Faculdade 2 de Julho tem o objetivo de levar o profissional a desenvolver visão estratégica e habilidades em planejamento, liderança e comunicação.  A duração é de 18 meses com aulas presenciais às sextas-feiras (turno noturno) e nas manhas de sábado.

A matriz curricular oferece disciplinas  como mídias sociais e TV, ética e cidadania, neurolinguística, direito desportivo, carreiras de atletas dentre outras. Para mais informações, acesse o site da Faculdade 2 de Julho (https://f2j.edu.br/pos-graduacao/gestao-esportiva/).

 

 

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