F2J lança Pós-Graduação em Comunicação e Diversidades Culturais

O evento de lançamento recebe Dete Lima, Camilla França e Jocélio Teles para uma roda de conversa sobre a indústria cultural baiana [...]

A Faculdade 2 de Julho (F2J) está lançando mais um curso de Pós Graduação, o Lato Sensu em Comunicação e Diversidades Culturais, no dia 11, às 19h, no auditório Capela. A roda de Conversa intitulada “Redes em disputa: estratégias de ativismo na indústria cultural da Bahia”, abre os primeiros debates do novo curso, que conta com a coordenação da professora, jornalista e doutora em antropologia, Cleidiana Ramos.

A roda de conversa receberá a estilista do Ilê Aiyê, Dete Lima, a jornalista, mestra em Cultura e Sociedade e produtora cultural do Bloco Alvorada, Camilla França, e o doutor em antropologia, professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e autor de livros como O Poder da Cultura e a Cultura no Poder e Ensaios sobre gênero, raça e sexualidade no Brasil (séculos XVIII-XX), Jocélio Teles dos Santos. As inscrições podem ser feitas através deste link, no site do Sympla.

O evento busca destacar a importância da indústria da cultura numa interação entre a comunidade acadêmica, pesquisadores e público externo. Para a professora Cleidiana Ramos, as novas tecnologias da informação, sobretudo as redes sociais, permitem a visibilidade de saberes e expressões culturais antes invisibilizados mesmo com a característica multiétnica da sociedade brasileira.

“Os comunicadores, independentemente do segmento onde atuam, deparam-se rotineiramente com a obrigatoriedade de exercitar a produção de conteúdos mais diversos e multimídia. O nosso objetivo, portanto, é proporcionar um debate qualitativo sobre a complexidade da formação cultural brasileira e o impacto sobre as suas linguagens a partir das novas tecnologias de informação e comunicação, como, por exemplo, as plataformas de streaming”, acrescenta a coordenadora.

Disputa

Para o professor e doutor Jocélio Teles, a cultura deve ser pensada dentro de uma ideia de disputa de poder entre grupos e instituições. “A cultura é por mim analisada como produto de relações sociais, inclusive ao nível da elaboração de políticas públicas nas últimas décadas. Não se trata de pensar a cultura como uma esfera autônoma, mas em relação com disputa de poder entre grupos e instituições”, explica.

Sobre a formação cultural no que denominamos de indústria cultural, o antropólogo analisa as complexidades deste segmento. “Tenho demonstrado que no exemplo da Bahia o que se chama de cultura afro-brasileira foi, paulatinamente, se constituindo como uma espécie de matéria-prima para a produção de um discurso de ‘baianidade’, marca de um regionalismo, através da noção de que por essas plagas se constituiu uma “nação”. E isso envolveu ações da prefeitura, do Estado, de empresários, da mídia local, bem como da relação de ambiguidades com os produtores dessa cultura”.

Para a jornalista, Camilla França, o cenário cultural na Bahia é diverso e o processo de formação cultural é orgânico. “O cenário cultural é efervescente, bem diferente da indústria cultural. A indústria cultural aqui, na verdade, acaba sendo muito rítmica, por mais que se tenha uma efervescência no sentido da criação do cenário cultural. A indústria cultural elege seus protagonistas no processo de produção, trabalhando em ondas. Em algum momento foi o axé, em outro momento foi o samba-reggae, depois veio a onda do pagode, o samba de roda, depois o arrocha e agora nós estamos num período de baixa produtividade por tudo do que se vem de fora”, explica.

Serviço

O que: Roda de Conversa “Redes em disputa: estratégias de ativismo na indústria cultural da Bahia”

Onde: Auditório Capela da F2J – Avenida Leovigildo Filgueiras, n° 81, Garcia.

Quando: 11 de abril

Horário: 19h00 ás 21h30

Inscreva-se pelo Sympla clicando aqui.

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