“Empreender é ter uma nova ideia e colocá-la em prática”, diz a professora Karina Lima

Em entrevista, a coordenadora dos cursos de pós-graduação MBA em Controladoria de Finanças e MBA Gestão de Condomínios da Faculdade 2 de Julho aponta benefícios da inovação em negócios [...]

Fotos: Divulgação

Uma das professoras que estará atuando nas atividades do Labeci ( Laboratório de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação), a mestra em economia Karina Lima, explica, em entrevista, as possibilidades inovadoras de outras formas de empreender para gerar renda. Em tempos de crise e consequente desemprego, a economia solidária pode ser um caminho, especialmente para grupos e comunidades que estão à margem do sistema formal. “Essa modalidade trata de gerar trabalho e renda para pessoas que estão à margem do sistema produtivo, sendo que não se tratam de  “pessoas coitadinhas” e, sim, de gente que toca empreendimentos de forma cooperada”, reitera a professora que coordena os cursos de pós-graduação MBA em Controladoria e Finanças e MBA Gestão em Condomínios na Faculdade 2 de Julho. No Labeci, que inicia seu módulo presencial na próxima segunda-feira, 16, a professora  Karina Lima estará  coordenando atividades na área de economia solidária, finanças e as conexões sobre estas questões  com gestão.

Como podemos definir a economia solidária?

Karina Lima:  A economia solidária é um modelo diverso e alternativo ao sistema formal capitalista. Essa modalidade trata de gerar trabalho e renda para pessoas que estão à margem do sistema produtivo, sendo que não se tratam de ´pessoas coitadinhas´ e sim de gente que toca empreendimentos de forma cooperada, solidária e autogestionária. São pessoas que não possuem patrões nem empregados. Elas desenvolvem ações a  partir da divisão do lucro de acordo com o volume do trabalho e contribuição de cada um.

Quais ações nesta área a senhora destaca como referências aqui na Bahia?

Karina Lima: As ações na Bahia ainda são vinculadas ao Estado. No governo Lula e Dilma foram criadas secretarias e superintendências de governo. Da Secretaria Estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre)   sai a maior parte dos recursos para a economia solidária. A Secretaria de Agricultura, com projetos voltados para a agricultura familiar, também atua muito nesta linha.  Vale citar  também os movimentos sociais, empreendimentos já atuantes no estado e incubadoras de emprego na Uneb e Ufba.

Karina Lima destaca a importância de ações inovadoras como o Labeci

O termo empreendedorismo acabou sendo utilizado em larga escala, o que muitas vezes atrapalha na compreensão do que realmente significa. O que é de fato empreendedorismo?

Karina Lima: Empreender é ter uma nova ideia e colocá-la em prática visando trabalho e renda, individuais ou coletivos. O modelo formal de trabalho com carteira assinada ou o perfil de quem quer viver a vida com o salário de um concurso público está diminuindo e tende a diminuir ainda mais. O brasileiro é extremamente criativo em seus empreendimentos e trabalhos para sustentar a família e gerar lucro

Como o Labeci pode estimular as ações de empreendedorismo e inovação, tendo em vista que essas áreas cresceram muito?

Karina Lima: Os países desenvolvidos tiveram um “boom” nessas áreas citadas. Queremos trazer isso para a Faculdade 2 de Julho e quem sabe, futuramente, criar um Núcleo de Práticas Empreendedoras, seja para a economia solidária ou para o mercado formal.

 

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