Congresso em memória aos 40 anos de Anistia recebe Carlos Augusto Marighella na Fundação 2 de Julho

A instituição que sediou o evento, exibiu o filme PSW, uma crônica subversiva, que conta a história do militante Paulo Stuart Wright. [...]

Fotos: Ascom/Fundação 2 de Julho

A tarde da última quinta-feira, 21, foi marcada pelas presenças do diretor da Previdência da   Associação Brasileira dos Anistiados Políticos do Sistema Petrobras e demais Empresas Estatais (Abraspet), Edson Nonato, do 1º Secretário e da Abraspet, Luciano Campos, e de Carlos Augusto Marighella, filho do militante, Carlos Marighella, que apresentou seu livro, “Chamamento ao povo brasileiro”.

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A ocasião marcou o segundo momento do II Congresso Nacional da Anistia, que aconteceu no auditório Capela, onde memória e relatos das lutas contra a ditatura militar foram debatidos.

Para Carlos Augusto Marighella a realização do II Congresso Nacional da Anistia na Fundação 2 de Julho reúne os ideais progressistas voltados à sociedade brasileira, em especial, à juventude. “Este encontro serve como inspiração para que os jovens conheçam a verdade e a nossa luta pela liberdade que é fruto do trabalho de muitas pessoas, como o meu pai”, disse.

Carlos Augusto Marighella relembrou o momento em que soube da morte do pai, através do jornal Tribuna da Bahia.

Sobre o filme, dirigido por Wagner Moura e que conta a história de seu pai, ainda não ter sido exibido no Brasil, Marighella comenta: “É um absurdo que se queira tutelar a produção cultural, escolher quem pode ser retratado. Querem silenciar a gente como Marighella. Este filme, mesmo sendo ficção, permite que a juventude e a sociedade conheça um pouco mais sobre Marighella. É isso que estão tentando impedir e lutamos para que a inspiração da pessoa de Marighella alcance as pessoas”.

O Diretor de Previdência da Abraspet, Edson Nonato, ressaltou que cada encontro é um reascender da luta pela democratização do Brasil em meio ao cenário sociopolítico de retrocesso. “Nós estamos vivendo num dos piores momentos, pois os discursos de ódio estão sendo defendidos pelo governo, então, esse congresso encoraja outras pessoas a encontrarem os caminhos já trilhados por nós”, afirma.

Luciano Campos e Edson Nonato aproveitaram a ocasião para exibir um curta sobre o movimento dos petroleiros, que resultou na primeira greve geral no Brasil, em 1983

Além disso, Luciano Campos, se emocionou ao recordar a história dos anistiados e amigos que viveram na época da ditadura. “A união é a base de tudo que fazemos desde o final dos anos 50, mas não é o suficiente, porque queremos que nossos ideais alcancem a todos”, sinaliza.

PSW – Uma crônica subversiva

Durante a noite, o público retornou para o auditório Baker, para a exibição do filme PSW – Uma crônica subversiva, que conta a história do militante Paulo Stuart Wrigth, irmão do reverendo Jaime Wright, que ficou conhecido por defender os direitos humanos no Brasil, após o desaparecimento do irmão durante a ditadura militar, em 1973. O filme conta com a atuação de grandes nomes com Antônio Fagundes, Maria Padilha e Antonio Abujamra.

A noite contou com a participação da dupla Juan e Ravena, ex-alunos do C2J, que cantaram o hino do colégio e músicas autorais. Também estiveram presentes o professor Marcos Baruch Portela e os coordenadores dos cursos de Direito e Administração da Faculdade 2 de Julho (F2J), Paulo Mascarenhas e Antônio Ribas. Ao final da noite, o reverendo Celso Dourador e o presidente do II Congresso em 1979 e atual Presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Joviniano Neto, receberam homenagens.

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