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13ª Conferência Jaime Wright tem como tema Cidades: “A Salvador de Todos os Tempos”

Em sua décima-terceira edição, o encontro acadêmico, promovido anualmente pela Faculdade 2 de Julho, marca os 90 anos de criação do Colégio [...]

Entre os dias 16 a 18 de outubro, a Faculdade 2 de Julho realiza a 13ª Conferência Jaime Wright de Promotores da Paz e dos Direitos Humanos que este ano terá como tema Cidades: “A Salvador de todos os tempos”.  O principal objetivo é promover a discussão e a reflexão sobre a importância das cidades na vida do cidadão contemporâneo, especialmente a cidade de Salvador, como espaço propício para fomentar diversas compreensões sobre as relações humanas, o meio ambiente e o cenário urbano almejado pela população.

A conferência e o Prêmio Jaime Wright foram instituídos pelo conselho de curadores da Fundação 2 de Julho com o objetivo de criar um fórum de debates gratuito e aberto ao público, envolvendo pessoas de todo o país, e de outras nacionalidades, comprometidas com a criação de uma sociedade fundamentada na solidariedade e na paz. O prêmio é conferido a pessoas e entidades que mereçam destaque por terem contribuído significativamente para a sociedade brasileira na promoção e defesa de uma Cultura de Paz e de Direitos Humanos.

A Fundação é a entidade mantenedora da Faculdade 2 de Julho, e sua credibilidade no campo da educação completa 90 anos, quando foi fundado o Colégio do mesmo nome. Ambos os eventos são promovidos anualmente pela Faculdade 2 de Julho.

Caráter acadêmico

“A conferência é um evento de caráter acadêmico cujas discussões focalizam relevantes aspectos da promoção da paz e dos direitos humanos”, destaca o diretor da Faculdade 2 de Julho, o professor Marcus Baruch Portela. Ele diz que nos dias do encontro, a instituição almeja, entre outros aspectos debater os principais desafios dos Direitos Humanos frente aos novos arranjos urbanos, especialmente, a cidade de Salvador; discutir as múltiplas dimensões da cidade na vida do cidadão além de compreender a capital baiana a partir dos achados históricos e da literatura.

O professor Baruch afirma que este ano, “a Conferência e o Prêmio ganham um significado especial já que a Instituição 2 de Julho completa 90 anos de criação no dia 18 de outubro, com um histórico educacional de relevantes serviços prestados à cidade de Salvador e ao Estado da Bahia, com estudantes ilustres que passaram pelo Colégio e pela Faculdade”.

Em função disso, o Prêmio Jaime Wright homenageará a apresentadora de rádio e TV, Rita Batista, o músico Adelmo Casé, o engenheiro Paulo Lebram, o reverendo e educador Enoch Souza e o médico George Barreto, todos ex-alunos da instituição.

“A Faculdade 2 de Julho é a idealizadora deste grande evento por acreditar ser possível construir um mundo socialmente mais responsável. Nesse sentido, a socialização das experiências e do conhecimento sobre a paz e o respeito aos Direitos Humanos pode promover o despertar a conscientização das pessoas para a importância de se cultivar esses valores, muitas vezes deixados”, destaca a diretora acadêmica da Faculdade 2 de Julho, a professora Leda Lessa

Sobre o tema da conferência, o professor Efson Lima, coordenador da pós-graduação e um dos organizadores da conferência, explica que “a partir da temática cidades, os membros indicados para a Comissão Organizadora realizaram um recorte no tema, buscando uma delimitação para que de forma prática e factível a Conferência seja profícua e desperte interesse em toda a comunidade acadêmica e a sociedade em geral”. Ele acrescenta que o debate está focado na cidade de Salvador e as intervenções versam sobre o passado, o presente e as propostas para o futuro da primeira capital do Brasil.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

16 de Outubro de 2017:

MATUTINO:

Mesa Redonda: A história da Cidade do Salvador  9h às 12h Auditório Baker
Bate-papo: “As mulheres de Jorge Amado e os espaços que elas ocupam na Salvador contemporânea” 7h:30 às 9h:30 Sala B8
Exposição Fotográfica: “Sob os olhos de Jorge Amado” 9h às 12h Prédio Irene Gusmão
Exposição Linha do tempo: Vida e Obra de Amado 9h às 12h Prédio Irene Gusmão
Teatro Lambe-Lambe: ” O Gato Malhado e a Andorinha Sinha” 9h às 12h Prédio Irene Gusmão
Maria Crispina: Arte das diferenças           9h às 12h Prédio Irene Gusmão

NOTURNO

Minicurso: Salvador – a economia do setor serviços    18h:30  às 21h:30 Sala 16 Valneida Cássia
Exposição Fotográfica: “Sob os olhos de Jorge Amado”  18h:30  às 21h:30 Prédio Irene Gusmão
Exposição Linha do tempo: Vida e Obra de Amado 18h:30  às 21h:30 Prédio Irene Gusmão
Teatro Lambe-Lambe: ” O Gato Malhado e a Andorinha Sinha”  18h:30 às 21h:30 Prédio Irene Gusmão
Projeto Caminho do Profissional Vencedor 18h:30 às 21hs Sala B5
Instalação Audiovisual 18h:30 Prédio Irene Gusmão
Oficina de PhotoSelfie 18h:30 às 21h Sala 11 Valneida Cássia
Empreendedorismo Jurídico na Prática 18h:30 às 21h  Capela
Criptomoedas : Indrodução às Moedas Digitais e suas Perspectivas 18h:30 às 21h Sala 12  Valneida Cássia
Oficina Preparatória Vivenciando o Processo Seletivo: Apresentar a Importância de Conhecer as Etapas  de um processo seletivo e sua implantação , com foco no Autoconhecimento e conhecimento do mercado profissional.  18h:30 às 22hs Sala 13 Valneida Cássia
Noções Básicas de Viabilidade Econômica e Financeira de Projeto  18h:30 às 22hs Sala 4 Valneida Cássia
Maria Crispina: Arte das diferenças 18h:30 às 21h:30 Prédio Irene Gusmão
Oficina de Hipnose Resultado Rápido e Poderoso 18h:30 às 20h Sala 15 Valneida Cássia
Oficina de Elaboração de Currículo e Entrevistas 18h:30  às 21h:30 Sala IG4

17 de Outubro de 2017:

MATUTINO E NOTURNO:

Mesa Redonda: A Ética do Profissional de Comunicação na cobertura de grandes casos 8h às 10h Sala B7
Projeto Caminhos do Profissional Vencedor 9h às 12h Sala B5
Palestra: Tendências do Mercado de Trabalho em Comunicação 18h:30  às 21h Capela
MINICURSO:  Uma Visão Analítica da Comunicação e Sociedade: A importância da análise da conjuntura do contexto social 18h:30  às 21h Sala B1
Oficina de HP 12 C  18h:30 às 22h Sala B7
Administração sem fronteiras 15h:às 16h:30 Sala B8
Moradia Contemporânea: Condomínio e suas implicações. Como viver em harmonia? 18h:30 às 21h Sala  JW5

18 de Outubro de 2017:

MATUTINO:

Minicurso: Salvador – a economia do setor de serviços 9h às 12h Sala B7

NOTURNO:

Abertura: Diretor Geral da Fundação 2 de Julho 18h:30 Auditório Baker

Vice-Diretor do Colégio 2 de Julho

Apresentação do Coral do Colégio 2 de Julho

18h:40 Auditório Baker
Prêmio Literário 2 de Julho

Prêmio Nacional Jaime Wright de Promotores da Paz e dos Direitos Humanos

19h Auditório Baker
Musical 21h Auditório Baker

 

Pastor Jaime Wright:

Ativista dos direitos humanos

O pastor presbiteriano Jaime Wright foi um importante ativista de direitos humanos e coautor de “Brasil: Nunca Mais”, o mais completo relato sobre a tortura de prisioneiros políticos durante o regime militar.

Ele nasceu em Curitiba em 12 de julho de 1927, filho de norte-americanos. Era casado com Alma Wright e tinha cinco filhos. Faleceu aos 71 anos, em Vitória, no dia 29 de maio de 1999 e foi sepultado no cemitério Jardim da Paz, naquela cidade.

Wright formou-se em uma universidade de Arkansas (EUA) e fez estudos religiosos em pós-graduação numa instituição da Pensilvânia. Renunciou nos anos 50 à nacionalidade norte-americana.

Exerceu o ministério no interior da Bahia, destacando-se em Caetité, no final da década de 1960 e começo da seguinte. Ali marcou pelas denúncias contra desvios em órgãos do governo estadual, o que lhe valeu as primeiras perseguições por parte de um regime que não tolerava a exposição de suas mazelas. Na loja maçônica de Caetité, em 1968, fez a instituição aprovar uma declaração que condenava a transgressão aos direitos humanos.

Em 1973, seu irmão, Paulo Wright, deputado estadual cassado por Santa Catarina e militante esquerdista, desaparece nos porões da ditadura militar. Jaime parte, então, para uma luta que o fez reunir uma farta documentação sobre a tortura e assassinatos praticados pelo Estado.

Fundação 2 de Julho

Sob a liderança do reverendo Jaime Nelson Wright é criada em 22 de dezembro de 1976 a Fundação 2 de Julho. O religioso era então o procurador da Comissão de Missão e Relações Ecumênicas (Coemar) e representante da Missão Presbiteriana do Brasil Central.

A fundação foi estabelecida na condição de Pessoa Jurídica, de direito privado, sem fins econômicos, passando a ser proprietário e mantenedor do Colégio 2 de Julho, fundado em 18 de outubro de 1927, na cidade de Salvador, pelos missionários da Igreja Presbiteriana dos Estudos Unidos da América, Peter Garret Baker e Irene Hight Baker.

O líder religioso encabeçou movimentos contra a tortura quando da morte, nas dependências dos órgãos de segurança da ditadura militar, de seu irmão Paulo Wright, militante da Ação Popular, grupo de esquerda de origem cristã.

Reverendo Jaime Wright

 Porões da ditadura

De forma secreta, une-se ao cardeal arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns e ao rabino Henry Sobel, que resultou, em 1985, na publicação do livro “Brasil: Nunca Mais – um marco na história dos direitos humanos no país”, em que a tortura e os torturadores são expostos com base no farto material por ele reunido, tomando por base documentos da Justiça Militar entre abril de 1964 e março de 1979.

Publicado em 1985, o “Brasil: Nunca Mais” ficou por 91 semanas como livro de não-ficção mais vendido no país.

A consulta sigilosa a 707 processos, a listagem de 1.843 casos de tortura e a fixação em 125 do número de desaparecidos – geralmente mortos durante interrogatórios e sepultados com falsa identidade – formam uma base de dados nunca contestada pelos policiais e militares implicados.

Crítica ao individualismo

Quando faleceu, Wright estava aposentado como pastor da Igreja Presbiteriana Unida, da qual foi secretário-geral entre 1988 e 1993.

Ele escrevia regularmente no jornal Folha de Paulo. Em um dos seus últimos artigos, criticou o que chamou de “teologia da prosperidade”, a seu ver praticada por grupos pentecostais que estimulam o individualismo dos fiéis.

Sobre sua passagem, o cardeal D. Paulo Evaristo Arns disse então que Wright foi “fiel à causa do povo” e “teve muita importância na luta pelos direitos humanos”.

“O reverendo Wright foi um corajoso líder religioso, que sofreu na própria pele os tormentos da ditadura no Brasil”, afirmou o rabino Henry Sobel.

Fontes: Arquivos da Faculdade 2 de Julho, Wikipedia, Folha de São Paulo

ASCOM/APM

13.10.2017

 

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