Dependência do smartphone entre os universitários

Como os aparelhos eletrônicos interferem no desempenho dos estudantes [...]

Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indica que 43% dos alunos da instituição têm propensão para se tornar viciados no uso de smartphones. Entre estes, 35% são, de fato, dependentes e utilizam o aparelho de forma excessiva. A pesquisa ouviu 415 estudantes desta que é uma das maiores universidades do país.

O vício da utilização de smartphones entre os alunos é cada vez maior elevando a dependência. De acordo com estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, 43% dos estudantes têm propensão para se tornarem viciados em utilizar os aparelhos eletrônicos. Entre estes, 35% são, de fato, dependentes e utilizam o aparelho de forma excessiva. A pesquisa ouviu 415 estudantes desta que é uma das maiores universidades do país.

A revista científica “Plos ONE” publicada em maio, mostra que 94,9% dos propensos à dependência tecnológica são solteiros, 56% têm renda familiar mensal superior a três salários mínimos e 55% são mulheres. Além disso, de acordo com a pesquisadora Julia Khoury, os jovens são os que têm mais contato com essa tecnologia e tendem a tornar-se mais dependentes.

“ Os jovens são mais estimulados por rede social, que é o principal conteúdo que leva à dependência. Os smartphones foram projetados principalmente para rede social e os jovens que buscam aceitação e têm dificuldades de relacionamento interpessoal são mais propensos a utilizar essa tecnologia em excesso”,  disse a professora do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG e pesquisadora do Centro Regional de Referência em Drogas (CRR), também da universidade.

Ainda segundo Khoury, se o uso excessivo do smartphone for mantido, as possíveis consequências para o usuário incluem distúrbios do sono, dores de cabeça e dificuldade de concentração, além de também prejudicar relacionamentos e aumentar riscos de acidentes, ao dirigir e utilizar o celular ao mesmo tempo.

A pesquisadora ressaltou que o primeiro passo para reparar este problema é reconhecer que ele existe. Para ela, o questionário pode ser um facilitador neste processo, porque muitas vezes os dependentes encontram dificuldades de enxergar a dependência.

 

Fonte: Agência O globo

ASCOM/APM

09.06.2017